A Peccin cresceu rápido. Saiu de 400 toneladas/mês para mais de 2.000, multiplicou linhas, ampliou o mix e elevou a complexidade da operação. O limite, no entanto, deixou de estar na fábrica e passou a estar no planejamento, ainda baseado em planilhas e processos manuais.

Indicadores observados após a estruturação da execução com o Opcenter AS e a implantação do planejamento integrado com o NPLAN.
O cenário era típico de uma operação que escalou volume, mix e complexidade sem evoluir o modelo de decisão. A programação levava até 3 dias, a geração de cenários era praticamente inexistente e as decisões eram tomadas sem visão de impacto futuro, com dependência total de planilhas.
Quando algo mudava, o plano quebrava. Alterações de produção não tinham seu impacto medido semanas à frente, faltas de material geravam reação imediata em vez de resposta planejada e novos pedidos eram acomodados sem visibilidade de consequências. Na prática, o planejamento era apenas executado, não decidido.
A Peccin não começou pelo planejamento tático. Começou pela fábrica. A implantação do Opcenter AS estruturou o sequenciamento real da operação, considerando setup, capacidade, alergênicos, mix e o fluxo entre processos.
O tempo de programação caiu de dias para um turno. Mais relevante do que o ganho de tempo, porém, foi a eliminação de um erro estrutural do processo: antes, o plano não enxergava restrições reais; depois, o plano passou a respeitar a fábrica.
Os efeitos diretos foram a eliminação de reprogramações por falta de insumo intermediário, sequenciamento consistente entre linhas e processos e visibilidade completa de setup e do impacto de cada troca.
Com a execução organizada, entrou o NPLAN. A Peccin passou a conectar demanda, estoque, capacidade e materiais em um único modelo de planejamento, com horizonte estendido e atualização contínua. E, principalmente, passou a simular.
Cenários que antes levariam dias para serem montados e ainda assim trariam pouca confiabilidade passaram a ser gerados em minutos. O time de PCP deixou de operar planilhas para comparar alternativas estruturadas e escolher a melhor decisão, com visão integrada de capacidade, materiais e estoques.
Em cinco minutos a gente gera um cenário e compara várias alternativas para decidir.
A programação caiu de 3 dias para poucas horas. A simulação de cenários, antes inviável, passou a ocorrer em minutos. O horizonte de planejamento, que se limitava a semanas, foi estendido para meses, com múltiplos cenários simultâneos no lugar de um único cenário semanal de alto custo de preparação.
A operação multiplicou volume e complexidade: de 400 para mais de 2.000 toneladas/mês, com três vezes mais SKUs, mais linhas, mais plantas e mais restrições. O time de PCP permaneceu com o mesmo tamanho.
Antes, faltava insumo no meio da execução, era preciso reprogramar constantemente e o plano não refletia a realidade da fábrica. Após a estruturação com o Opcenter AS, deixou de ocorrer falta de insumos críticos por erro de programação.
A Peccin passou a operar com horizonte firme de produção, visibilidade de semanas e meses à frente e replanejamento estruturado. Quando uma linha para, o impacto já é recalculado no futuro. Quando o mix muda, o sistema mostra a consequência em capacidade e estoque.
Esse é o ponto central. Decisões antes isoladas passaram a ser comparadas. Em vez de apostar em um único plano, o time gera quatro ou cinco cenários, avalia trade-offs e escolhe o melhor caminho com base em dados.
O ganho não aparece apenas no dia a dia. Aparece nas decisões difíceis. Quando o preço do cacau apresentou alta expressiva, a Peccin não reagiu no escuro: simulou impactos no mix, no consumo de matéria-prima, no portfólio e no alongamento de contratos de fornecimento, comparando alternativas em minutos.
Decisões desse porte, antes inviáveis no tempo de uma janela comercial, passaram a ser estruturadas, documentadas e suportadas por análise de cenários. O efeito sobre o time também foi marcante: o trabalho do PCP deixou de ser predominantemente operacional e passou a ser analítico.
Antes do NPLAN, nosso PCP levava dias para montar planilhas e planejar uma única semana de produção. Hoje, em poucos minutos, geramos cenários completos que mostram o impacto operacional e financeiro de cada decisão, seja uma parada de linha, mudança de mix ou variação do preço do cacau. Triplicamos o volume e o mix mantendo a mesma equipe, ganhando velocidade, previsibilidade e inteligência para decidir com base em dados. O planejamento integrado se tornou uma vantagem competitiva real.
A Peccin não apenas melhorou o planejamento. Mudou o modelo de decisão. A operação saiu de um processo baseado em esforço para um processo baseado em simulação, sustentando o crescimento da empresa mesmo em um cenário de aumento contínuo de complexidade.
Veja o relato direto do time da Peccin sobre a transformação do planejamento e da tomada de decisão.
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O que está no documento:
Converse com a equipe NPLAN sobre integração com ERP, sequenciamento com Opcenter AS e a estruturação de um S&OP baseado em cenários.